Tenho várias contas bancárias: como ver tudo num só sítio?

O Método do Painel Único: saldos e movimentos da CGD, do Millennium, da Revolut e dos outros bancos numa só vista. Sem entrar em cada app, sem exportar extratos, sem Excel.

Um agregador de contas bancárias é uma app que se liga a vários bancos ao mesmo tempo através do open banking (a diretiva europeia PSD2) e mostra saldos e movimentos numa só vista. Em Portugal, funciona com a CGD, o Millennium bcp, o BPI, o novobanco, o Santander, o ActivoBank, o Crédito Agrícola, o Montepio e a Revolut, sem teres de mudar de banco.

Abres a app da Caixa. Saldo: 1 240 €. Fechas. Abres o Millennium. Saldo: 610 €. Fechas. Abres a Revolut. Mais 85 €, e um cofre que já nem te lembravas de ter criado. Fechas. Tentas somar de cabeça. Erras. Voltas a tentar. Entretanto chega uma notificação MB WAY de um amigo que te pagou o jantar, para uma quarta conta. E continuas sem saber, ao certo, quanto tens ao todo. Este guia mostra como ver tudo num só ecrã, de uma vez por todas.

O essencial

  • Em Portugal, a agregação de contas vive dentro das apps dos bancos (Caixadirecta, App Millennium, ActivoBank, Moey!) e só funciona se fores cliente desse banco
  • A DABOX, o agregador da CGD aberto a clientes de qualquer banco, deixou de funcionar em janeiro de 2024
  • Método do Painel Único: ligas cada banco uma vez por open banking e a app junta saldos e movimentos de todas as contas
  • PSD2 + AISP = só leitura: o agregador não faz transferências nem vê a tua palavra-passe. Supervisão do Banco de Portugal e da Autoridade Bancária Europeia
  • A Revolut entra pela mesma porta que os bancos portugueses: também está abrangida pela PSD2

Porque é que tenho várias contas bancárias, e quem mais está assim?

Ter várias contas bancárias raramente é um plano. É o resultado de anos de decisões pequenas: a conta à ordem onde cai o ordenado, a conta do banco que te deu o crédito habitação, a conta poupança aberta por causa de uma campanha, a conta conjunta para as despesas da casa e a Revolut para viagens e subscrições.

E está tudo bem. A sério. Não é desarrumação, é a vida normal de quem usa o dinheiro. A Revolut é a app gratuita número um da categoria Finanças na App Store portuguesa (30 de agosto de 2026), o que diz muito sobre quantas pessoas a têm ao lado de uma conta num banco tradicional. E o MB WAY, a forma dominante de enviar dinheiro a amigos em Portugal, faz o dinheiro saltar entre contas com um número de telemóvel, o que torna ainda mais difícil saber onde está cada euro.

De onde vem o caos das cinco contas?

Conta à ordem principal: onde cai o ordenado. Muitas vezes no banco onde abriste conta há dez anos, ou no banco do crédito habitação.

Conta poupança: noutro banco, porque a taxa da campanha de boas-vindas era melhor.

Conta conjunta: para a renda, a luz da EDP, o supermercado no Continente ou no Pingo Doce.

Revolut: para viagens, pagamentos noutras moedas e subscrições.

Conta de trabalhador independente: se passas recibos verdes e queres separar a atividade.

O problema não é o número de contas, é a fragmentação

Várias contas não são, em si, um problema. Separar o dinheiro em contas diferentes (despesas, poupança, objetivos) é uma estratégia sensata. O problema começa quando não sabes quanto tens ao todo nem para onde foi. Cada banco mostra apenas o seu pedaço da verdade. Ninguém te mostra o quadro completo. É por isso que se verifica o saldo três vezes e fica sempre a sensação de que algo escapou.

Se isto te soa familiar, lê também o guia sobre para onde vai o teu dinheiro todos os meses. É o mesmo problema visto do outro lado: não sabes quanto tens porque não sabes onde gastas.

Várias contas em Portugal: o que os dados mostram

N.º 1Revolut no top de apps gratuitas de Finanças da App Store PT (30 ago. 2026)
0apps dedicadas a orçamento no top 40 de Finanças da App Store PT (30 ago. 2026)
2019a DABOX da CGD abre a agregação a clientes de qualquer banco (CGD, 2019)
jan. 2024a DABOX deixa de funcionar e passa para a Caixadirecta (Exame Informática, 2023)

Fontes: Apple App Store PT, top 40 Finanças (30/08/2026), Exame Informática (2023), CGD (2019)

O que é um agregador de contas bancárias, e existe em Portugal?

Um agregador de contas bancárias é uma app que se liga a vários bancos ao mesmo tempo através do open banking e mostra saldos e histórico de movimentos de todas as tuas contas numa só vista. Uma entrada, um ecrã, uma verdade.

Agregador de contas bancárias: definição

Um agregador de contas bancárias é um serviço que, com o consentimento do titular, lê saldos e movimentos de vários bancos e apresenta-os num só lugar. Na União Europeia, os agregadores atuam como AISP (prestadores de serviços de informação sobre contas), uma categoria criada pela diretiva PSD2 (2015/2366). Em Portugal, a PSD2 foi transposta pelo Decreto-Lei n.º 91/2018 e a supervisão cabe ao Banco de Portugal. O acesso é só de leitura: um agregador nunca pode iniciar pagamentos.

Existe um agregador de contas em Portugal?

Existe, mas quase sempre fechado dentro de um banco. A Caixadirecta anuncia que podes adicionar "as contas à ordem que tem noutros Bancos" e ficar com uma visão global dos saldos e movimentos. A App Millennium deixa associar contas de outros bancos, ver movimentos categorizados e criar orçamentos. O ActivoBank agrega, pela PSD2, saldos e movimentos de contas noutros bancos, e a Moey! do Crédito Agrícola junta as contas de todos os teus bancos e resume as despesas por categoria. Em todos os casos há uma condição: tens de ser cliente desse banco.

A exceção independente era a DABOX. Lançada pela CGD e aberta em 2019 a clientes de qualquer banco português, juntava contas de vários bancos com categorização de despesas. Deixou de funcionar em janeiro de 2024 e as funções passaram para a Caixadirecta, onde só servem clientes da Caixa. As duas apps de finanças pessoais feitas em Portugal mais conhecidas também não resolvem isto: o Boonzi importa extratos que carregas à mão e a Caravel exige, por princípio, que registes cada movimento manualmente.

É aqui que entra um agregador independente como a Martia. Usa a Enable Banking, um prestador AISP registado, para ler dados da CGD, do Millennium bcp, do BPI, do novobanco, do Santander, do ActivoBank, do Crédito Agrícola, do Montepio e da Revolut, sem te obrigar a ser cliente de nenhum deles em particular. Se quiseres perceber a infraestrutura por trás, o guia sobre o que é o open banking e se é seguro explica o mecanismo em detalhe.

Em que é que um agregador difere da app do teu banco?

A app do teu banco foi desenhada para te manter nesse banco. Mesmo quando agrega contas de outros bancos, a vista pertence ao banco principal: se um dia mudares de banco, perdes essa vista. Um agregador independente fica do teu lado, não do lado de nenhum banco. Cada banco é uma ilha; o agregador constrói as pontes e junta tudo num só mapa.

Mito vs. realidade

Mito: "Para ver todas as contas juntas, tenho de passar tudo para um só banco."

Realidade: Não tens de mudar nada. A PSD2 existe precisamente para poderes ver dados de vários bancos sem abdicar de nenhum. Deixas as contas onde estão e acrescentas apenas uma camada que as junta numa só vista.

Contas em vários bancos? Pergunta à Martia quanto tens ao todo

Ligas a CGD, o Millennium, a Revolut e os outros bancos uma vez. A partir daí perguntas em português "quanto tenho no total?" ou "onde gastei mais este mês?" e recebes a resposta com base nos movimentos reais de todas as contas.

Fala com a Martia

Como ver todas as contas num só sítio: o Método do Painel Único

O Método do Painel Único é um esquema de cinco passos em que deixas de entrar em cada banco separadamente e juntas todas as contas numa só vista através de um agregador que usa open banking. Faz-se uma vez. Depois disso, os dados chegam sozinhos.

O Método do Painel Único da Martia

O Método do Painel Único é o esquema da Martia para consolidar várias contas bancárias numa só vista com open banking (PSD2). Tem cinco passos: inventário das contas, escolha de um agregador com open banking, ligação única de cada banco, sincronização automática e revisão semanal. Exige configuração uma vez e um olhar rápido por semana.

Passo 1: faz o inventário das tuas contas

Pega numa folha (ou nas notas do telemóvel). Escreve todas as contas que tens, incluindo a que já tinhas esquecido: conta à ordem, conta poupança, conta conjunta, Revolut, conta do crédito habitação, conta de recibos verdes. Muita gente descobre neste passo que tem mais uma conta do que pensava. E pronto.

Passo 2: escolhe um agregador que use open banking

Tem de funcionar por open banking, não por ficheiros. Se a app te pedir o utilizador e a palavra-passe do banco dentro dela, não é open banking e não a deves usar. Um agregador a sério encaminha-te para a página oficial do banco: a palavra-passe fica com o banco e a app recebe apenas uma autorização de leitura com prazo.

Passo 3: liga cada conta uma vez

No agregador, tocas em "Ligar conta bancária", escolhes o banco na lista, autenticas-te na página oficial desse banco e confirmas o acesso com a autenticação habitual (código ou confirmação na app do banco). Repetes para cada banco. Uma vez na vida, não todos os meses. O passo a passo detalhado está no guia como ligar a conta bancária a uma app.

Passo 4: deixa a sincronização trabalhar

A app importa o histórico que cada banco disponibiliza por open banking (cada banco decide quanto histórico entrega). Cada movimento chega com montante, data e descrição, e é categorizado automaticamente: supermercado, transportes, subscrições, água, luz e comunicações. Uma compra no Continente vai para Supermercado, um abastecimento na Galp vai para Combustível, um débito direto da MEO vai para as comunicações. Tu não escreves nada.

Passo 5: olha para o painel uma vez por semana

Escolhe um momento fixo: domingo à noite, segunda de manhã. Abres o painel, vês o saldo total e as despesas da semana. Dois minutos, sem entrar em banco nenhum. Uma revisão semanal feita vale mais do que o sistema perfeito que nunca abres.

Fundador da Martia

Do fundador

Tive seis contas bancárias e zero controlo. Via o saldo numa, depois noutra, perdia-me e desistia. Construí a Martia, em parte, porque queria um painel que me mostrasse a verdade sem esforço. A primeira vez que vi todas as contas numa só vista foi mais estranho do que esperava. Não foi euforia. Foi calma. Pela primeira vez, não tive de fazer contas de cabeça.

Entrar banco a banco, Excel, app do banco ou agregador: qual escolher?

Há quatro formas de ver o saldo de todas as tuas contas: entrar em cada app, manter uma folha de cálculo, usar a agregação da app do teu banco ou ligar um agregador independente. Todas funcionam. O que muda é o esforço mensal e a probabilidade de manteres o hábito para lá do primeiro mês.

Quatro formas de ver várias contas bancárias num só sítio.

CaracterísticaEntrar em cada appFolha de cálculoApp do banco (Caixadirecta, App Millennium)Agregador independente
ConfiguraçãoNenhumaMontar a folha e as fórmulasAssociar as outras contasLigar cada banco uma vez
Esforço mensalEntrar em todas as apps sempre que precisasAtualizar saldos à mãoNenhumNenhum, além da revisão semanal
Saldo totalDe cabeçaFórmula SOMAAutomáticoAutomático
Movimentos de todas as contas juntosNãoNão (só saldos)SimSim
CondiçãoNenhumaDisciplinaSeres cliente desse bancoNenhuma
RecomendaçãoChega com 1 ou 2 contasPara quem gosta de folhasSe o banco principal nunca vai mudarMelhor com 3 ou mais contas

Sejamos francos: entrar banco a banco funciona com uma ou duas contas. Com cinco, o método cai sozinho. A folha de cálculo funciona para quem gosta de folhas; para os outros, é um segundo emprego. A app do banco é uma boa solução enquanto esse banco for o teu, e só enquanto for. Se ainda estás a decidir como organizar o orçamento da casa, o guia sobre como controlar o orçamento familiar compara as abordagens em detalhe.

Tenho contas na CGD, no Millennium e na Revolut: como junto tudo?

Vamos a um cenário concreto: a conta à ordem num banco como a CGD ou o Millennium bcp, uma segunda conta noutro banco e a Revolut para viagens e subscrições. Juntar as três num só painel faz-se uma vez e fica feito.

Como ligar a CGD

Na app de agregação, escolhes a Caixa Geral de Depósitos na lista. És encaminhado para a página oficial da CGD, onde te autenticas com as tuas credenciais, e confirmas o acesso com a autenticação habitual da Caixa (código ou confirmação na app). Está feito.

Como ligar o Millennium bcp

O processo é igual: escolhes o Millennium bcp, autenticas-te na página do banco e confirmas o acesso de leitura com o método de confirmação do próprio banco. As diferenças entre bancos resumem-se a isso: uns pedem um código por SMS, outros uma confirmação na app.

Como ligar a Revolut

Escolhes a Revolut na lista de instituições e és encaminhado para a app da Revolut, onde aprovas o acesso. Se tens saldo em várias moedas, confirma na lista de contas quais queres incluir no painel. E se estás a pensar fazer o orçamento só dentro da Revolut, a comparação Revolut ou app de orçamento mostra o que as análises dela contam e o que deixam de fora.

O que vês depois de ligar as três contas?

Um painel com o saldo total das três contas em euros. Um só histórico de movimentos, por ordem de data, venha de que banco vier. Uma só categorização: quanto gastaste este mês em supermercado, restaurantes, transportes e subscrições, somando as três contas. As transferências MB WAY entre as tuas próprias contas deixam de parecer despesa. Pela primeira vez, tens um retrato coerente das tuas finanças. Se partilhas despesas com alguém, o guia sobre orçamento partilhado sem conta conjunta mostra como fazer o mesmo a dois.

Uma situação que conheces

Fim do mês. Perguntas a ti próprio: "para onde foi o dinheiro?" Entras na Caixa: −1 200 €. No Millennium: −340 €. Na Revolut: −180 €. Somas de cabeça. Esqueces-te de uma transferência MB WAY. Voltas a somar. Desistes. Com as três contas ligadas a um agregador, a mesma pergunta demora três segundos. Abres o painel. Vês.

Martia: a IA com quem falas sobre o teu dinheiro

Perguntas em português, "quanto gastei no supermercado em agosto?" ou "onde estou a pagar a mais?", e recebes a resposta com base nas transações reais de todas as tuas contas. Sem Excel, sem registos à mão.

Fala com a Martia

Um agregador de contas bancárias é seguro?

Um agregador que funciona por open banking nunca vê a tua palavra-passe, nunca pode fazer uma transferência e nunca guarda as tuas credenciais: atua como AISP, ou seja, só em modo de leitura. A supervisão cabe ao Banco de Portugal e, ao nível europeu, à Autoridade Bancária Europeia.

Como sei que o agregador não mexe no meu dinheiro?

Porque a lei não o deixa. A PSD2 separa dois tipos de serviço: AISP (informação sobre contas, só leitura) e PISP (iniciação de pagamentos). Um agregador para orçamento usa uma autorização AISP. O banco recusaria qualquer tentativa de pagamento, porque a autorização que deste não tem essa permissão.

Quem fiscaliza os agregadores em Portugal?

Em Portugal, o Banco de Portugal, que aplica o regime dos serviços de pagamento do Decreto-Lei n.º 91/2018. Na União Europeia, a Autoridade Bancária Europeia. A Martia usa a Enable Banking como infraestrutura, um prestador AISP registado e supervisionado pela autoridade financeira finlandesa (FIN-FSA).

O que acontece quando o consentimento expira?

O acesso que dás a um agregador tem prazo. Quando termina, voltas a autorizar da mesma forma que da primeira vez: escolhes o banco, autenticas-te, confirmas. Não é uma falha, é uma proteção que garante que não ficam consentimentos esquecidos. E podes revogar o acesso antes disso, quando quiseres, na app ou na área de consentimentos do teu banco.

Recomendação rápida

  • Para ver todas as contas: Martia — a IA com quem falas em português sobre o teu dinheiro, ligada aos principais bancos portugueses e à Revolut.
  • Se só tens conta na CGD ou no Millennium: Caixadirecta ou App Millennium — já associam contas de outros bancos, desde que continues cliente desse banco.
  • Revolut ao lado de um banco tradicional: Agregador por open banking — a Revolut entra pela mesma via que os bancos portugueses.
  • Quando chega entrar banco a banco: 1 ou 2 contas — com três ou mais contas, somar saldos à mão deixa de ser prático.

Perguntas frequentes

Como vejo todas as minhas contas bancárias num só sítio?

Precisas de um agregador de contas bancárias: uma app que se liga a vários bancos através do open banking, o regime criado pela diretiva europeia PSD2, e mostra saldos e movimentos de todas as contas numa só vista. Ligas cada banco uma vez, autenticando-te na página oficial desse banco, e a partir daí os dados chegam sozinhos. A Martia faz isto com a CGD, o Millennium bcp, o BPI, o novobanco, o Santander, o ActivoBank, o Crédito Agrícola, o Montepio e a Revolut, entre outros bancos europeus. O acesso é só de leitura: a app nunca vê a tua palavra-passe nem pode fazer transferências.

Existe um agregador de contas bancárias em Portugal?

Existe, mas quase sempre dentro de um banco. A Caixadirecta, a App Millennium, a app do ActivoBank e a Moey! do Crédito Agrícola deixam-te associar contas de outros bancos, mas só se fores cliente do banco que faz a app. A exceção independente era a DABOX, lançada pela CGD e aberta em 2019 a clientes de qualquer banco português, que deixou de funcionar em janeiro de 2024. As duas apps de finanças pessoais feitas em Portugal mais conhecidas, o Boonzi e a Caravel, não se ligam aos bancos: uma importa extratos, a outra exige registo manual. Um agregador independente, como a Martia, junta as contas sem te obrigar a ser cliente de nenhum banco em particular.

O que aconteceu à DABOX e o que a substituiu?

A DABOX era a app de agregação da Caixa Geral de Depósitos. Foi lançada em 2019, abriu-se a clientes de qualquer banco português e juntava contas à ordem de vários bancos com categorização de despesas. Deixou de funcionar em janeiro de 2024, segundo a Exame Informática (dezembro de 2023), e as funções passaram para a Caixadirecta, onde só estão disponíveis para clientes da CGD. Quem a usava sem ser cliente da Caixa ficou sem equivalente dentro dos bancos. A alternativa é um agregador independente baseado em open banking, que se liga à CGD e aos outros bancos ao mesmo tempo e mostra tudo numa só vista, sem depender de onde tens a conta principal.

Tenho contas na CGD, no Millennium e na Revolut: como junto tudo?

Ligas cada conta separadamente numa app de agregação. Na CGD, escolhes a Caixa Geral de Depósitos na lista, autenticas-te na página oficial do banco e confirmas com a autenticação habitual. No Millennium bcp, o processo é o mesmo, com a confirmação do próprio banco. Na Revolut, és encaminhado para a app da Revolut e aprovas o acesso lá. Cada ligação faz-se uma única vez. Depois disso vês o saldo total das três contas, um só histórico de movimentos por ordem de data e as despesas agrupadas por categoria, sem exportar extratos nem copiar valores para uma folha de cálculo.

Um agregador de contas bancárias é seguro?

Sim, desde que funcione por open banking. Um agregador deste tipo atua como AISP (prestador de serviços de informação sobre contas), uma categoria da diretiva PSD2 que só permite ler saldos e movimentos. Não pode iniciar pagamentos nem alterar dados da conta. Autenticas-te diretamente na página do teu banco, por isso a app nunca vê a tua palavra-passe. Em Portugal, a PSD2 foi transposta pelo Decreto-Lei n.º 91/2018 e a supervisão cabe ao Banco de Portugal, com a Autoridade Bancária Europeia ao nível da UE. O consentimento tem prazo e podes revogá-lo quando quiseres, na app ou no teu banco.

Consigo ver o saldo total de todas as contas sem um agregador?

Consegues, mas à mão. Sem agregador tens de entrar na app de cada banco, anotar os saldos e somá-los de cabeça ou numa folha de cálculo, e repetir tudo sempre que quiseres um número atualizado. Com duas contas isto ainda se faz. Com quatro ou cinco, entre conta à ordem, conta poupança, conta conjunta e Revolut, o registo desatualiza-se mais depressa do que o consegues manter, e os movimentos continuam espalhados por várias apps. A app do teu banco pode mostrar contas de outros bancos, mas só se fores cliente dele. Um agregador independente faz a soma automaticamente e mantém o histórico de todas as contas no mesmo sítio.

A Revolut liga-se a um agregador de contas?

Sim. A Revolut opera na União Europeia e está abrangida pela diretiva PSD2 como qualquer outra instituição que gere contas de pagamento, por isso tem de disponibilizar acesso de leitura a prestadores autorizados, com o teu consentimento. Na Martia escolhes a Revolut na lista de instituições, és encaminhado para a app da Revolut e aprovas o acesso. A Revolut é a app gratuita número um da categoria Finanças na App Store portuguesa (30 de agosto de 2026), por isso é muito comum tê-la ao lado de uma conta num banco tradicional. Juntar as duas é precisamente o caso para que um agregador existe.

A app do meu banco já mostra contas de outros bancos. Preciso de mais alguma coisa?

Talvez não. Se tens a conta principal na CGD, no Millennium bcp, no ActivoBank ou na Moey!, a app desse banco já te deixa associar contas de outros bancos e ver saldos e movimentos juntos. O limite é que essa vista vive dentro de um banco: se mudares de banco principal, perde-la, e a profundidade da análise varia de app para app. Um agregador independente não depende de seres cliente de ninguém e, no caso da Martia, acrescenta uma camada de conversa: perguntas em português quanto gastaste em supermercado este mês, nas três contas, e recebes a resposta com base nos teus movimentos reais.

Fontes

  • Parlamento Europeu e Conselho da UE (2015), Diretiva (UE) 2015/2366 (PSD2): regime do open banking e das categorias AISP e PISP, eur-lex.europa.eu
  • Decreto-Lei n.º 91/2018: regime jurídico dos serviços de pagamento e da moeda eletrónica, que transpõe a PSD2 para a lei portuguesa.
  • Exame Informática (2023), Aplicação DABOX descontinuada, passa para a Caixadirecta, visao.pt
  • Caixa Geral de Depósitos (2019), Caixa lança App DABOX, cgd.pt
  • Millennium bcp (2026), App Millennium: associação de contas de outros bancos, millenniumbcp.pt
  • Apple App Store Portugal (2026), top 40 de apps gratuitas na categoria Finanças, consultado a 30 de agosto de 2026, itunes.apple.com
  • Enable Banking (2026), Bank Account Data: prestador AISP registado e supervisionado pela FIN-FSA, enablebanking.com

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Várias contas bancárias num só sítio: guia 2026 | Martia