Começas num domingo. Abres uma folha nova no Google Sheets. Escreves "Orçamento 2026" na célula A1. Crias 18 categorias. Voltas na quarta-feira: tens três movimentos de segunda e nenhum de terça. Fechas a folha. Dizes a ti próprio que começas no dia 1.
Os guias de orçamento familiar gostam de começar com uma lista de 15 métodos ou com a ideia de que "cada euro tem o seu lugar". Este começa com outra coisa: não precisas de fazer um orçamento. Precisas de observar um número durante um mês. O resto vem depois. Como começar um orçamento familiar, na prática? Abaixo estão cinco passos, com as ferramentas disponíveis em Portugal e os bancos portugueses que se ligam por open banking em 2026.
O essencial
- Não comeces por uma folha com 18 categorias: começa por um número que queres saber ("quanto gasto em comida este mês?"). O resto cresce à volta dele
- O primeiro mês é de observação, não de mudar de vida: não mudes hábitos antes de saberes como eles são
- O open banking tira a maior barreira, que é escrever tudo à mão. Bancos como a CGD, o Millennium bcp, o BPI e o novobanco estão na lista de bancos da Martia
- Teste do Primeiro Mês Martia: nada para escrever, nenhuma categorização à mão, três perguntas em vez de um painel
- A regra 50/30/20 escolhe-se no segundo mês, não no primeiro. Primeiro mede como se dividem as tuas despesas, depois define o objetivo
Resposta curta: por onde começar o orçamento familiar?
Se nunca fizeste um orçamento, o primeiro passo certo é uma pergunta e uma conta ligada, não uma folha inteira. Em concreto: escolhe uma pergunta a que queres saber responder no fim do mês (a mais comum é "quanto gasto em comida?" ou "quanto me sobra depois das contas?"). Depois liga UMA conta bancária, a do ordenado, a uma app que se ligue aos bancos portugueses por open banking. O resto acontece sozinho.
O segundo passo, menos óbvio: não mudes nada durante 30 dias. O primeiro mês de orçamento é de observação, não de disciplina. É fácil cair ao tentar começar a poupar e a fazer orçamento ao mesmo tempo: são dois hábitos diferentes e, juntos, pesam demasiado. Primeiro vê para onde vai o dinheiro. As decisões ficam para o segundo mês.
Uma pergunta, uma conta, um mês
Uma pergunta: escolhe a que mais te preocupa. Comida, subscrições, o que sobra no fim do mês, transportes.
Uma conta: a do ordenado, ou a de onde saem a maior parte das contas. As outras entram no segundo mês.
Um mês sem mudanças: não tentes orçamentar e poupar ao mesmo tempo. Dois hábitos novos de uma vez é demasiado para começar.
Se queres o contexto mais largo, de que problema cada ferramenta resolve, está no guia sobre como controlar o orçamento familiar. Aqui ficamos pelos passos concretos do primeiro mês.
Porque é que não resultou da última vez (e não é preguiça)
Talvez esta seja a tua terceira tentativa. A primeira, num caderno. A segunda, no Excel. A terceira, numa app descoberta na loja. De todas as vezes, o orçamento durou umas semanas e desapareceu.
Não é falta de força de vontade. É uma questão de quantos passos é preciso dar para o orçamento se manter atualizado. Se cada dia pede tempo a escrever despesas, tens um segundo emprego. Se cada semana pede entrar em três apps de bancos e copiar movimentos, tens um terceiro. O orçamento não morre por causa do método. Morre por causa do atrito.
Mito vs. realidade
Mito: "Para começar um orçamento, é preciso disciplina para escrever cada movimento."
Realidade: em Portugal, o supermercado paga-se com cartão ou MB WAY, a luz e as telecomunicações saem por débito direto e os impostos pagam-se por referência Multibanco. Quase tudo já deixa rasto na conta. "Escrever" não é criar dados: é copiá-los de uma app para outra. E é por isso que o hábito cai: no inquérito do CNSF de 2023, a proporção de portugueses que toma nota das despesas desceu de 40,4% em 2020 para 32,8%. O open banking elimina este passo por completo.
A segunda coisa que ninguém te diz: o primeiro orçamento quase nunca é como imaginavas. Entras a achar que a comida são 300 €, os transportes 80 € e o lazer 60 €. Ao fim de um mês descobres que a comida passa dos 450 € (porque as entregas ao domicílio não contavam como comida na tua cabeça), que os transportes incluem as viagens de Uber e Bolt, e que o "lazer" esconde 40 € de subscrições. Não é um fracasso. São dados.
O orçamento familiar em Portugal, em números
Fontes: CNSF, 4.º Inquérito à Literacia Financeira (2023), INE, Inquérito às Despesas das Famílias 2022/2023
Teste do Primeiro Mês Martia: o que tens mesmo de fazer
O Teste do Primeiro Mês Martia é um método simples, com nome, para o primeiro contacto com o teu próprio orçamento. São três condições que têm de se cumprir para que o primeiro mês não acabe com a ferramenta abandonada.
- Nada para escrever à mão. Os movimentos têm de chegar sozinhos. Se a ferramenta pede que copies despesas no primeiro mês, é fácil largá-la antes de o hábito nascer. Não é preguiça: é o limite do que alguém sem hábito consegue aguentar.
- Nenhuma categorização à mão no primeiro mês. Confia na automática. Sim, às vezes vai errar. As correções ficam para o segundo mês, quando já sabes que categorias contam para ti. No primeiro mês, uma categoria "Outros" com 60 € é informação: há ali despesas por identificar.
- Três perguntas, não um painel inteiro. Ao fim de 30 dias fazes três perguntas, a ti próprio ou à Martia: quanto gastei no total, em que categoria gastei mais, que categoria me surpreendeu. Não analisas gráficos. Não comparas com o mês anterior (ainda não existe). Três perguntas, uma decisão.
Fundador da Martia
Do fundador
Durante anos tive seis contas em quatro bancos e nenhuma ideia de quanto gastava no que fosse. Tentei o Excel. Tentei um caderno. Tentei duas apps. Acabava sempre igual: ao fim de seis semanas tinha dados incompletos e voltava a não fazer orçamento nenhum. O Teste do Primeiro Mês são as regras que escrevi depois, quando finalmente algo pegou: pela primeira vez, não me pedia disciplina diária.
O teste não depende da ferramenta: funciona na Martia, numa folha ou noutra app, desde que cumpra as três condições. Na prática, as folhas e as apps sem open banking falham a primeira (há sempre algo para escrever) e a segunda (a categorização é tua).
Um primeiro mês sem escrever uma despesa
A Martia liga-se aos bancos portugueses por open banking, categoriza os movimentos sozinha e deixa-te perguntar em português: "quanto gastei em comida em setembro?". Sem folhas, sem escrever nada, sem gráficos para decifrar.
Os 5 passos para começar um orçamento familiar, um a um
Estes passos não são uma lista de dicas: são uma ordem. Cada um leva poucos minutos. Juntos, levam-te pelo primeiro mês de observação até ao segundo, em que tomas a primeira decisão.
Passo 1: escolhe um número que queres saber
Não "fazer um orçamento". Não "controlar as despesas". Uma pergunta concreta a que queres saber responder no fim do mês. As mais comuns:
- "Quanto gasto este mês em comida?"
- "Quanto me sobra no fim do mês, depois das contas?"
- "Quanto pago em subscrições que uso mesmo?"
- "Quanto gastei esta semana que não tinha planeado?"
Escolhe UMA. O resto cresce à volta desse número.
Passo 2: liga uma conta bancária (não todas)
A conta onde cai o ordenado ou de onde pagas a maior parte das contas. Open banking quer dizer que não dás a palavra-passe do banco à app: autorizas o acesso na janela do teu banco, com a autenticação que já usas no homebanking, e a app recebe só a leitura dos movimentos.
Uma conta chega para o primeiro mês. Se tens dinheiro espalhado por três bancos, ligar tudo logo de início aumenta o atrito e atrasa o momento em que vês a primeira imagem. As outras contas entram no segundo mês. O passo a passo está no guia sobre como ligar a conta bancária a uma app.
Passo 3: deixa os dados chegarem, 30 dias sem mudanças
É o passo mais difícil. Não mudes hábitos. Não comeces a poupar ao mesmo tempo. Não forces cortes. Deixa a app ir buscar e categorizar os movimentos. Espreita uma vez por semana, só para veres que os dados estão a chegar e para não te esqueceres de que a ferramenta existe.
A tentação de mudar na primeira semana é enorme. Lembra-te: observação agora, decisão no segundo mês. Senão nunca vais saber como eram realmente as tuas despesas, porque as vais mudando enquanto as medes.
Passo 4: ao fim do mês, olha para 3 categorias (não todas)
Ao fim de 30 dias, escolhe as três maiores categorias de despesa. Num agregado médio em Portugal, as maiores fatias são a habitação (39,3% da despesa), a alimentação (12,9%) e os transportes (12,1%), segundo o Inquérito às Despesas das Famílias 2022/2023 do INE. No teu caso, pode aparecer no pódio uma categoria de "prazeres": refeições fora, subscrições e pequenas compras. Faz uma pergunta a cada uma: "este dinheiro foi para algo que teve valor para mim?"
Não analises todas as categorias. É aqui que é fácil tropeçar: abres o painel, vês 14 barras, fechas e não voltas. Três categorias é tudo o que precisas no primeiro mês. Se quiseres ir mais fundo depois, o guia para onde vai o meu dinheiro mostra as despesas que costumam passar despercebidas.
Passo 5: faz um só movimento pequeno (não uma revolução)
Na categoria em que a resposta foi mais vezes "não", reduz 15 a 20%, não 50%. Se as refeições fora foram 200 €, o objetivo para o segundo mês é 170 €. Se as subscrições somam 40 €, corta as duas que menos usas e mantém o resto; o guia sobre como cortar nas subscrições ajuda a encontrá-las. Se "Outros" tem 60 €, no segundo mês vê o que era.
As mudanças pequenas ficam. As radicais não. Não por falta de força de vontade: o teu rendimento, o teu horário e as tuas obrigações são menos flexíveis do que os guias de poupança dão a entender. Os métodos para poupar todos os meses entram quando já tens dois ou três meses de dados.
Que ferramenta usar para começar um orçamento em 2026?
As ferramentas mais consideradas por quem começa em Portugal, lado a lado, com os preços publicados pelos próprios fornecedores ou na App Store portuguesa.
Ferramentas para começar um orçamento familiar em Portugal, 2026.
| Ferramenta | Como chegam os movimentos | Língua | Preço (2026) |
|---|---|---|---|
| Martia | Open banking com bancos portugueses, através da Enable Banking | Português de Portugal, conversa com IA e categorização automática | 9 €/mês ou 59 €/ano |
| Spendee | Sincronização bancária; Portugal aparece na lista de países do fornecedor | Português do Brasil | Premium 5,99 €/mês ou 39,99 €/ano |
| Boonzi | Importação dos extratos que descarregas, sem ligação PSD2 | Português (software português) | Light 0 €; Desktop 39,90 € (licença única) |
| Caravel | Registo manual, por opção | Português (app portuguesa) | Marinheiro 0 €; Capitão 25 €/ano |
| YNAB | Importação direta só de bancos selecionados dos EUA, Canadá, Reino Unido e UE; lista de bancos portugueses não publicada | Só inglês | 14,99 dólares/mês ou 109 dólares/ano |
Recomendação curta para quem começa pela primeira vez: uma ferramenta em que os movimentos chegam sozinhos. A Martia distingue-se por responder a perguntas feitas por palavras em vez de pedir que leias gráficos, o que conta muito se o teu orçamento já caiu antes na fase de "não me apetece olhar para o painel". Se estás a decidir entre uma folha e uma app, a comparação orçamento familiar: Excel ou app? e o guia da melhor app de orçamento familiar em 2026 ajudam a escolher.
Bancos portugueses no open banking: quem se liga a quê
O open banking é o quadro europeu que obriga os bancos a dar acesso aos dados das contas a prestadores autorizados, com o consentimento do cliente. A diretiva PSD2 foi transposta em Portugal pelo Decreto-Lei n.º 91/2018, e as normas técnicas de autenticação e comunicação (Regulamento Delegado (UE) 2018/389) aplicam-se desde 14 de setembro de 2019. A Martia liga-se através da Enable Banking, e os seis bancos da tabela estão na lista de bancos da Martia (setembro de 2026).
Seis bancos portugueses: o que a app do banco junta e se o banco está na lista da Martia.
| Banco | A app do banco junta contas de outros bancos? | Na lista de bancos da Martia |
|---|---|---|
| Caixa Geral de Depósitos | Sim, no Caixadirecta, só para clientes da CGD | Sim |
| Millennium bcp | Sim, na App Millennium, só para clientes | Sim |
| BPI | Anuncia agregação no site; pormenores não confirmados | Sim |
| novobanco | Anuncia agregação no site; pormenores não confirmados | Sim |
| Santander Totta | Anuncia agregação no site; pormenores não confirmados | Sim |
| Crédito Agrícola | Sim, na app Moey!, para clientes Moey | Sim |
Também estão na lista o ActivoBank, o Montepio e o Bankinter, entre outros. Repara no padrão da coluna do meio: a agregação existe dentro dos bancos, mas é um benefício para os seus clientes. Uma ferramenta independente junta bancos diferentes sem obrigar ninguém a mudar de banco. O guia sobre várias contas bancárias num só sítio detalha as opções, e o guia o que é o open banking explica o mecanismo.
O que é o open banking (PSD2)?
O open banking é o quadro regulatório europeu, assente na PSD2, que obriga os bancos a partilhar os dados das contas com prestadores autorizados, com o consentimento do cliente. Na prática: em vez de dares a palavra-passe do banco a uma app de orçamento, autorizas o acesso na janela do teu banco, e a app recebe só a leitura dos movimentos, sem poder fazer transferências. O acesso é reconfirmado no máximo de 180 em 180 dias (Regulamento Delegado (UE) 2022/2360); quando termina, a Martia mostra o banco com um botão para voltar a ligar.
Escolhe uma conta e vê a primeira imagem
Liga uma conta portuguesa por open banking. A Martia vai buscar os movimentos, categoriza-os sozinha e deixa-te fazer a primeira pergunta em português. Sem folha e sem escrever nada. Custa 9 € por mês ou 59 € por ano.
Perguntas frequentes
Como começar um orçamento familiar se nunca fiz nenhum?
Começa por um número, não por uma folha. Escolhe uma pergunta a que queres saber responder no fim do mês, e a mais comum é "quanto gasto por mês em comida?". Depois liga uma conta bancária a uma app com open banking, como a Martia, ou abre uma folha de cálculo, e durante 30 dias não mudes nenhum hábito. O primeiro mês é de observação, não de mudar de vida.
Vale a pena fazer um orçamento se ganho pouco?
Vale, e muitas vezes mais do que com um rendimento alto. O orçamento não é uma ferramenta para ricos: é uma forma de ver onde acaba o mês. Segundo o 4.º Inquérito à Literacia Financeira do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (2023), só 28,6% dos portugueses dizem que lhes sobra dinheiro no fim do mês. Quando o dinheiro é curto, saber para onde vai cada euro conta ainda mais. O guia sobre como gerir o orçamento com um salário baixo trata esse caso em detalhe.
Quanto tempo leva manter um orçamento familiar?
Depende de como registas os movimentos. Numa folha de cálculo, é trabalho todas as semanas, e cada semana em atraso é uma tentação para desistir. Numa app com open banking, como a Martia, os movimentos chegam sozinhos do banco e são categorizados automaticamente, por isso o teu trabalho passa a ser olhar para três categorias no fim do mês e tomar, no máximo, uma decisão. É nisso que assenta o Teste do Primeiro Mês Martia.
Excel ou app de orçamento: o que é melhor para quem está a começar?
Uma folha de cálculo, como o Google Sheets, que é gratuito, dá controlo total, mas exige disciplina: não se atualiza sozinha. Para quem nunca fez um orçamento, a barreira maior é o momento em que tem de copiar dezenas de movimentos do cartão da última semana, e é aí que o orçamento costuma cair. Uma app com open banking vai buscar os movimentos aos bancos portugueses e categoriza-os sozinha. O Excel faz mais sentido para quem já tem o hábito e prefere montar tudo à sua maneira.
Uma app de orçamento é segura? O banco vê os meus dados?
As apps com open banking funcionam dentro do quadro europeu da diretiva PSD2, transposta em Portugal pelo Decreto-Lei n.º 91/2018. Não dás a palavra-passe do banco à app: autorizas o acesso na janela do teu banco, com a autenticação forte que já usas no homebanking, e a app recebe só a leitura dos movimentos. A Martia liga-se através da Enable Banking, só lê dados e nunca movimenta dinheiro. O acesso tem de ser reconfirmado no banco no máximo de 180 em 180 dias (Regulamento Delegado (UE) 2022/2360), e alguns bancos pedem-no antes.
E se tiver contas em vários bancos?
É o caso comum: a conta do ordenado num banco, a poupança noutro, a Revolut para o dia a dia. Cada banco tem a sua app, e para ver o todo andas a saltar entre elas. As apps dos bancos portugueses já juntam contas de outros bancos, como o Caixadirecta ou a App Millennium, mas só para os seus clientes. Uma app independente com open banking junta tudo. Na Martia ligas as contas uma a uma, e bancos como a CGD, o Millennium bcp, o BPI, o novobanco, o Santander Totta e o Crédito Agrícola estão na lista, através da Enable Banking.
Que regra usar: 50/30/20 ou outra?
A regra 50/30/20 (50% necessidades, 30% desejos, 20% poupança) é um bom ponto de partida para quem ainda não sabe como se dividem as suas despesas. Mas no primeiro mês não a forces. Primeiro mede como são, de facto, as tuas proporções. Se a tua primeira divisão real der 65/30/5 ou 70/25/5, isso é informação, não um fracasso. Define o objetivo no segundo mês, quando já tens dados.
Tenho de categorizar cada movimento?
Não. Categorizar cada movimento à mão é o caminho mais rápido para abandonar o orçamento. As apps com categorização automática, como a Martia, arrumam sozinhas as lojas mais comuns: Continente, Pingo Doce e Lidl no supermercado, Galp no combustível, Uber e Bolt nos transportes. O teu trabalho é, quando muito, corrigir um movimento estranho uma vez por mês. Se usares uma folha, fica-te por 6 a 8 categorias, não 30: ninguém mantém tantas.
O que fazer se descobrir que gasto mais do que ganho?
Não estás sozinho: no inquérito do CNSF de 2023, 17,5% dos portugueses disseram que por vezes o rendimento não chega para o custo de vida, e desses, 52,8% resolveram cortando despesas. Primeiro passo: não entres em pânico nem faças cortes radicais. Identifica a categoria onde o excesso é maior, por exemplo refeições fora ou subscrições, e reduz só essa em 20 a 30%. O resto arruma-se nos meses seguintes. Se tens um crédito em atraso, fala cedo com o banco.
Quanto tempo até ver resultados do orçamento?
O primeiro resultado, perceber o padrão das tuas despesas, aparece ao fim de um mês. Para ver efeito na carteira, com decisões mais conscientes, menos compras por impulso e poupança regular, dá-te três a quatro meses. Não é uma dieta milagrosa. Não se trata de poupar muito numa semana, mas de saber todos os meses a resposta a "para onde foi o meu dinheiro?". O resto vem com o tempo, quando essa pergunta vira hábito.
Fontes
- Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (2024), Relatório do 4.º Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa 2023, todoscontam.pt
- INE (2023), Inquérito às Despesas das Famílias 2022/2023: despesa média, habitação 39,3%, alimentação 12,9%, transportes 12,1%, ine.pt
- Decreto-Lei n.º 91/2018, de 12 de novembro, Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Eletrónica, dre.pt
- Banco de Portugal, A DSP2 foi transposta para o ordenamento jurídico, bportugal.pt
- Regulamento Delegado (UE) 2018/389 da Comissão, normas técnicas de autenticação forte e comunicação segura, eur-lex.europa.eu
- Regulamento Delegado (UE) 2022/2360 da Comissão, eur-lex.europa.eu
- Spendee (2026), ficha na App Store portuguesa e bank connect, consultados a 30 de agosto de 2026, spendee.com
- Boonzi (2026), produto e preços, boonzi.pt
- Caravel (2026), planos e registo manual, thecaravelapp.com
- YNAB (2026), preços e importação direta, ynab.com
- Millennium bcp (2026), App Millennium: associação de contas, millenniumbcp.pt